No dia 1 de abril — data que, convenhamos, já levanta suspeitas por si só —, pelas 17h00, a Biblioteca do AEHS foi palco de uma inesperada missão: encontrar Camões. Sim, esse Camões. O poeta, o épico, o dramaturgo… ou, no mínimo, alguém que desse um ar da sua graça.
Os protagonistas desta busca literária foram os atores do espetáculo teatral “Camoinz Hépyco-Lyrico”, que chegaram determinados, olhar atento e espírito aventureiro, prontos para qualquer pista que os levasse ao ilustre autor d’"Os Lusíadas". Revistaram estantes, espreitaram cantos e, quem sabe, até terão lançado olhares desconfiados a leitores mais silenciosos — nunca se sabe quando um génio da literatura decide disfarçar-se.
Apesar dos esforços dignos de uma epopeia, Camões não foi encontrado “ao vivo e a cores”. Contudo, fontes no local confirmam que os atores se terão deparado com o seu busto — que, embora pouco falador, manteve uma postura exemplar durante toda a operação.
Mas nem tudo foi em vão. Se o “ser que houve” não apareceu, o “que há” revelou-se em pleno: a obra imortal de Camões, repousando serenamente nas estantes da biblioteca. E, segundo testemunhas, sempre que alguém abre um dos seus poemas ou se aventura pelas páginas d’"Os Lusíadas", algo de extraordinário acontece — como se, por instantes, o poeta regressasse, em todo o seu esplendor.
Conclusão? Camões pode não atender a convites presenciais… mas continua bem vivo — e com residência fixa na secção de literatura portuguesa.
Prof.ª Helena Silva



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