sábado, 27 de fevereiro de 2021

“Eu escrevo um Conto em homenagem a Francisco Rodrigues Lobo”

 

“Eu escrevo um Conto em homenagem a Francisco Rodrigues Lobo”

Concurso no âmbito do 4º centenário da morte de Francisco R. Lobo

  

1622.

Foi há 400 anos que o “cantor do Lis”, Francisco Rodrigues Lobo, o poeta da nossa cidade deixou de cantar o rio que tanto o inspirou, curiosamente, subjugado pelas águas de um outro rio que também celebrou em verso, o Tejo.

Nascido em 1580, como que para perpetuar o grande Camões, foi seu “discípulo” e fortemente influenciado por ele. Leiriense assumido, bebeu inspiração na terra que o viu nascer e onde passou grande parte da sua vida, o que lhe permitiu deixar um legado escrito de significativo valor para a cidade de Leiria e ficar inscrito no panorama literário português como um grande escritor do “romance pastoril” e da “poesia bucólica”.

A valorização da sua terra através da escrita levou a que a cidade lhe tenha vindo a prestar homenagem de diversas formas (Rodrigues Lobo dá nome a uma escola e a uma praça onde figura uma estátua sua).

Nesse sentido, a cidade do Lis através do seu Município, em articulação com várias entidades locais, entre elas a Biblioteca Municipal e as Escolas, preparou um programa com diversas iniciativas para, em 2021, não deixar passar em vão este aniversário e assinalar os 400 anos da morte de Francisco Rodrigues Lobo.

Assim, os alunos das escolas do concelho receberam um desafio: participar no concurso “Eu escrevo um Conto em homenagem a Francisco Rodrigues Lobo”.

No nosso agrupamento, a Biblioteca Escolar, através da sua coordenadora, promoveu esta atividade e todos os alunos do 12º A e do 12ºB, incentivados pela professora de Português, participaram no Concurso escrevendo contos inéditos, que revelaram bastante criatividade.

Sabendo que “Francisco Rodrigues Lobo amava Leiria, o Rio Lis e o Lena, os seus campos e vales, toda a fauna e flora que os povoavam”, o tema a desenvolver em cada conto seria “alusivo à natureza (sustentabilidade, água, fauna e flora)”, com o objetivo de “trazer de volta Rodrigues Lobo à sua cidade, à sua região e senti-lo como um grande poeta, um grande escritor e amante da natureza.”

Depois de escritos, os contos foram sujeitos a um processo de pré-seleção na Escola, tarefa difícil de levar a cabo dado o interesse, criatividade e originalidade da maioria deles, tendo sido enviados para a Biblioteca Municipal, para apreciação de um júri, os trabalhos dos alunos Camila Matias, Guilherme Santos, João Sousa, Margarida Amado e Sofia Saretto, do 12ºA, e Mariana Leal, Rafael Bento e Rita Ruivaco, do 12ºB, ficando a esperança de que, algum deles, possa ser contemplado com o 1º prémio.

Salienta-se que, embora apenas um número mais reduzido de contos tenha sido enviado para avaliação pelo júri final, de acordo com orientações recebidas pela Biblioteca Escolar, todos os restantes alunos estão de parabéns pelo trabalho desenvolvido, pois obrigou a uma reflexão aprofundada na pré-seleção e a uma tomada de decisão nada fácil, mas sempre em respeito pelos critérios de seleção definidos no respetivo Regulamento.

É de referir que o conto selecionado como de maior mérito literário será ilustrado por alunos do 1º ciclo.

Outro aspeto a destacar é o facto de as duas alunas estrangeiras (Sofia Saretto e Marit Ursi) que se encontram a frequentar o 12ºA ao abrigo do programa académico AFS também participaram nesta iniciativa com empenho.

Esta atividade permitiu mais um momento de articulação entre a Biblioteca Escolar e a disciplina de Português, contribuiu para o desenvolvimento da capacidade de comunicação/expressão escrita e permitiu revelar a criatividade literária dos alunos, que mostraram estar à altura do desafio, sendo, desde já, todos vencedores!

Prof.ª Ana Paula Andrade Graça

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Em tempo de confinamento, os alunos do projeto Leitur@s Dinâmic@s refletem sobre a importância do diálogo e da não violência

 

O filme de animação A ponte, de Ting Chian Tey, foi o ponto de partida para uma reflexão sobre os comportamentos e relações humanas. Os alunos concluíram que a violência, de facto, nunca é a solução ideal para resolver um problema e que o diálogo se reveste de inegável importância na resolução de conflitos.


Após a análise do filme de animação, os alunos, individualmente ou em grupo, “vestiram” a pele de uma das personagens e elaboraram um pequeno texto, contando a história na sua perspetiva.

Eis o resultado:

O “coelho”, por Inês e Viviana

Hoje, quando regressava à nossa toca enfrentei um grande problema! A meio da ponte, estavam o veado e o urso a discutir, porque ambos queriam passar a ponte ao mesmo tempo, o que era impossível, pois eles são grandes e a ponte é estreita.

Atrás do urso, apareceu uma doninha e ele reagiu com violência. Agarrou na doninha e atirou-a com toda a força para o outro lado da ponte. Eu não tive melhor sorte… O veado deu-me um pontapé e eu voei até à berma da ponte.

Aí, resolvi roer a corda de um lado e o guaxi desamarrou a corda do outro lado. O urso e o veado caíram no rio e a ponte ficou ainda mais estreita, os troncos ficaram na vertical. Em seguida, eu e a doninha passámos a ponte, encontramo-nos a meio, ela baixou-se e eu dei um salto por cima dela. Despedimo-nos, a doninha acenou e eu sorri e depois, cada um seguiu a sua vida.

 

“O urso”, por Tatiana e Rúben

Eu sou um urso grande e muito forte, mas tenho um grande problema: sou muito teimoso e, às vezes, até mal-educado e agressivo. Hoje, foi um dia difícil. Quando tentava atravessar a ponte, encontrei o veado que também a queria passar, mas eu não deixei … Discuti com ele e mandei-o voltar para trás, mas ele como também é teimoso, não quis! Atrás de mim, apareceu a doninha e eu fiquei ainda mais raivoso. Então, agarrei na doninha, dei-lhe dois ou três murros e atirei-a com toda a força para o outro lado. O veado também foi muito violento para o coelho que estava atrás dele, deu-lhe um pontapé com toda a força. O coelho resolveu roer a corda e a doninha desatou-a do outro lado… Julguei que morria… a ponte caiu e com ela, eu e o urso caímos para o rio…Tomámos um grande banho! Acho que o coelho e a doninha nos deram uma grande lição: não devemos ser maus e violentos, devemos resolver as coisas com respeito pelos outros e com diálogo.

 

“A doninha”, por Andreia e Alexandre

A semana passada, quando tentei atravessar a ponte para regressar a casa, vi dois animais enormes, o urso e o veado, furiosos e irritados, pois ambos queriam atravessar a ponte em primeiro lugar, nenhum queria voltar para trás para o outro passar. Quando o urso deu por mim, assustou-se e ficou muito zangado, agarrou em mim, deu-me dois ou três murros e atirou-me violentamente para o outro lado. Fiquei muito triste e também estava magoada. Então, vi que do outro lado, o coelho roía a corda e eu decidi desatar a corda do meu lado. A ponte não caiu, mas ficou na vertical e o urso e o veado caíram no rio.

“O urso”, por Fabiana

Estou muito zangado com o que se passou hoje!

Quando tive de atravessar a ponte para voltar para casa, encontrei o meu inimigo, o veado refilão, começámos a discutir sobre a passagem na ponte… ele não queria voltar para trás para eu passar primeiro e eu, teimoso como sou, também não cedi! Gritámos um com o outro… De repente, apareceu atrás de mim o coelho… eu estava pelos cabelos… agarrei nele dei-lhe um pontapé com toda a força… eu sei que não o devia ter feito, mas naquele momento… estava fulo! Continuei a discutir com o veado… De repente, a ponte partiu-se, porque o coelho resolveu roer a corda, e caímos ao rio. Nadámos até à margem, fizemos as pazes e decidimos construir uma ponte mais larga, feita de troncos das árvores.

Violência não é solução e nós aprendemos a lição!

“O coelho”, por Beatriz

Num dia de sol, decidi ir passear pelo campo. No meio do caminho, encontrei uma ponte, onde estavam dois animais enormes, o urso e o veado, que discutiam para ver quem a iria passar em primeiro lugar, uma vez que não dava para passarem os dois ao mesmo tempo. Resolvi tentar a minha sorte, pois, como sou pequeno, achava que conseguiria passar entre os dois. Porém, quando cheguei perto do veado, ele olhou-me com tamanho ódio que tremi dos pés à cabeça…mas o pior ainda estava para acontecer. Ele foi tão violento! Vejam lá que agarrou em mim … Ai! Ai! Deu-me um pontapé com tanta força que caí estatelado no chão, completamente atordoado. A doninha não teve melhor sorte, pois o urso, depois de lhe dar uns murros, atirou-a violentamente para o outro lado. Então, para me vingar, decidi roer a corda de um dos lados da ponte e a doninha desatou a corda do outro lado… a ponte ficou na vertical e eles caíram no rio (salvaram-se!). Finalmente, eu e a doninha conseguimos passar.

Eu sei que a vingança não solução, mas eles mereciam uma lição!

Biblioteca Escola HS impementa o serviço de "Take away literário"

 

A Biblioteca Escolar do Agrupamento implementa, esta semana, o serviço de empréstimo “Take away literário”, que contempla também o ‘Consultório do Leitor’ (aconselhamento de leituras, mediante as preferências dos utilizadores e livros disponíveis), para que continuem a ter acesso aos livros durante o confinamento, devido à covid-19.

Para tal, basta enviar uma mensagem no Teams ou um email para becre.agm@gmail.com

indicando as obras que pretendem requisitar (no máximo, três por utilizador). Caso não estejam disponíveis as obras solicitadas, serão sugeridas outras. Também podem contar com apoio na seleção dos livros, bastando para tal, referir as vossas preferências, na mensagem.

O levantamento dos livros deverá ser efetuado na Escola-Sede, pelo Encarregado de Educação, que poderá acompanhar o aluno, com as devidas condições de segurança. Salienta-se que todos os livros, devidamente higienizadas, serão entregues, cumprindo as regras de distanciamento, em data previamente combinada. Deverão ser devolvidos da mesma forma.

Estão a ser equacionadas outras estratégias para que a nossa BECRE esteja presente, junto das crianças e alunos da nossa Comunidade Educativa.

Fica o melhor desafio para a participação e o melhor envolvimento, ficando a disponibilidade para outras propostas que permitam valorizar o trabalho e o serviço do nosso AEHS.

 


 

Aproveito para partilhar convosco o poema de Isabel Furini...

Ler é divertido
e não é aborrecido.

A ignorância tem cura,
e a cura é a leitura.

Ler é divertido,
ler é uma aventura
e não é uma tortura.

Ler é um lindo caminho
para adquirir cultura.(...)

Prof.ª Helena Silva