No dia 19 de maio, a Escola-sede do Agrupamento AEHS transformou-se num espaço onde as histórias começaram antes mesmo de serem contadas, acolhendo a sala 2 do Jardim de Infância de A-dos-Pretos, no âmbito do projeto “Era uma vez… na Biblioteca”.
Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Henrique Sommer, Maceira
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Era uma vez... na biblioteca!... Visita das crianças da sala 2 do JI de A-dos-Pretos
A manhã iniciou-se ao ar livre, num encontro com a natureza que despertou a curiosidade dos mais pequenos. A caturra Brigite e o simpático cão Pancho foram as primeiras “personagens” a captar atenções, enquanto, junto ao lago, os peixes — discretos e quase invisíveis — pareciam brincar às escondidas, alimentando o imaginário das crianças.
Seguiu-se a entrada na Biblioteca Escolar, onde novos mundos se abriram. Entre livros e gestos, as crianças aprenderam a dizer sem palavras, descobrindo a Língua Gestual Portuguesa como quem encontra uma nova forma de contar histórias. Cada canto parecia sussurrar possibilidades, cada estante prometia viagens.
Depois do lanche, chegou o momento em que a imaginação ganhou voz. Na biblioteca do Centro Escolar, a “nossa contadora “ de histórias, a professora Olga Correia, trouxe consigo um lobo diferente — um lobo que procurava amor. E, de repente, a sala encheu-se de riso, movimento e encantamento. A história não foi apenas ouvida, foi vivida, dançada e partilhada.
E assim, entre pequenos gestos e grandes emoções, construiu-se uma manhã feita de memórias leves, dessas que ficam, como um livro querido, guardadas para sempre.
Prof.ª Helena Silva
Semana da Leitura... “Amigo Secreto Leitor”
A atividade “Amigo Secreto Leitor” desafio lançado pela BE/CRE trouxe à sala de professores um ambiente pouco habitual: durante alguns dias, entre reuniões, testes para corrigir e cafés apressados, instalou-se um discreto clima de conspiração literária. Havia perguntas insidiosas sobre pormenores de preferências de leitura, o que pôs muita gente a pensar se realmente têm preferências, ou se o gosto pela leitura é tão intenso, que é impossível seriar. Mas teve de ser. Resistiram, mas capitularam. Parecia mesmo quase como um serviço secreto, mas com menos códigos e mais livros.
O desafio consistia em elaborar postais com sugestões de leitura dirigidas a diferentes colegas. Cada postal incluía não apenas a indicação de um livro, mas também um pequeno texto justificativo, pensado para aquela pessoa em particular. E foi precisamente aí que a atividade ganhou significado: recomendar um livro é sempre algo muito particular e quase perigoso, se calhar até mais perigoso que a atração “Poço da Morte” numa qualquer feira em diferentes latitudes, contudo pensemos: justificar a escolha obriga-nos a olhar para o outro com atenção, memória e alguma sensibilidade literária… e humana, é ou não é?
Ao longo do processo, percebeu-se que escolher um livro para alguém é quase tão difícil como escolher uma série “só para ver um episódio”. Houve momentos de verdadeira investigação pedagógico-literária: recordar gostos, imaginar interesses, cruzar personalidades com personagens, estilos de escrita com estilos de vida. Em certos casos, foi provavelmente mais fácil elaborar critérios de avaliação do que decidir entre um romance histórico e um policial nórdico.
Depois de escritos, os postais foram colocados em envelopes identificados e expostos num painel na sala de professores, transformando aquele espaço num improvável “correio literário”. Aos poucos, cada colega ia retirando o seu envelope, descobrindo uma recomendação personalizada e percebendo que alguém tinha dedicado tempo a pensar numa leitura especialmente para si. Entre alguma curiosidade, sorrisos e comentários trocados pelos corredores, criou-se um momento de proximidade raro. Raro, porque o tempo escasseia para aproveitar momentos mais descontraídos.
Mais do que uma simples troca de sugestões de leitura, esta atividade promoveu partilha, conhecimento mútuo e valorização das relações humanas dentro da comunidade escolar. Os livros serviram de pretexto — excelente pretexto, aliás — para despertar curiosidade e lembrar que a leitura continua a ser uma das formas mais bonitas de encontro entre pessoas.
No final, ficou a certeza de que os livros têm uma extraordinária capacidade de circular: passam de mão em mão, de leitor em leitor, e, às vezes, até conseguem fazer algo quase milagroso — levar professores a parar alguns minutos para abrir correspondência com entusiasmo verdadeiro. E isso, convenhamos, já merece um capítulo próprio, ou até um livro ao estilo de Freida MacFadden.
Prof.ª Olga Correia
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















.jpeg)


.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)


.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)