domingo, 19 de julho de 2026

Era uma vez... na Biblioteca! I Crianças da sala 1 do JI de A-dos-Pretos I 26 de maio

 No âmbito das atividades desenvolvidas com as crianças da Educação Pré-Escolar (3 aos 5 anos), do Jardim de A-dos-Pretos, foi realizada a leitura e exploração de uma história sobre um urso que vivia na floresta e que, em diferentes momentos, desejava ser outras coisas: ora um peixe, ora uma nuvem e, mais tarde, um pássaro capaz de voar.

Ao longo da narrativa, o urso tentou aprender a voar, sofreu algumas quedas e procurou aconselhamento junto dos seus amigos da floresta. No final, uma borboleta ajudou-o a compreender que não precisava de voar para fazer coisas extraordinárias, pois cada um possui qualidades únicas e especiais. A partir desse momento, o urso passou a admirar os pássaros sem sentir inveja, valorizando aquilo que ele próprio era capaz de fazer.
A atividade permitiu trabalhar valores como a autoestima, a aceitação das diferenças, a valorização das capacidades individuais e a importância de cada um reconhecer o seu próprio valor. As crianças participaram com interesse e entusiasmo, partilhando ideias e refletindo sobre aquilo que as torna especiais. Para terminar ouviram uma música sobre a mensagem da história e os abraços dados ao nosso urso de peluche (verdadeiro) foram um bálsamo, e o final de mais uma missão cumprida, tendo em conta o difícil que é agradar a estas plateias tão exigentes!
Prof.ª Olga Correia






segunda-feira, 25 de maio de 2026

Era uma vez... na biblioteca!... Visita das crianças da sala 2 do JI de A-dos-Pretos

No dia 19 de maio, a Escola-sede do Agrupamento AEHS transformou-se num espaço onde as histórias começaram antes mesmo de serem contadas, acolhendo a sala 2 do Jardim de Infância de A-dos-Pretos, no âmbito do projeto “Era uma vez… na Biblioteca”.

A manhã iniciou-se ao ar livre, num encontro com a natureza que despertou a curiosidade dos mais pequenos. A caturra Brigite e o simpático cão Pancho foram as primeiras “personagens” a captar atenções, enquanto, junto ao lago, os peixes — discretos e quase invisíveis — pareciam brincar às escondidas, alimentando o imaginário das crianças.
Seguiu-se a entrada na Biblioteca Escolar, onde novos mundos se abriram. Entre livros e gestos, as crianças aprenderam a dizer sem palavras, descobrindo a Língua Gestual Portuguesa como quem encontra uma nova forma de contar histórias. Cada canto parecia sussurrar possibilidades, cada estante prometia viagens.
Depois do lanche, chegou o momento em que a imaginação ganhou voz. Na biblioteca do Centro Escolar, a “nossa contadora “ de histórias, a professora Olga Correia, trouxe consigo um lobo diferente — um lobo que procurava amor. E, de repente, a sala encheu-se de riso, movimento e encantamento. A história não foi apenas ouvida, foi vivida, dançada e partilhada.
E assim, entre pequenos gestos e grandes emoções, construiu-se uma manhã feita de memórias leves, dessas que ficam, como um livro querido, guardadas para sempre.
Prof.ª Helena Silva




















Semana da Leitura... “Amigo Secreto Leitor”

 A atividade “Amigo Secreto Leitor” desafio lançado pela BE/CRE trouxe à sala de professores um ambiente pouco habitual: durante alguns dias, entre reuniões, testes para corrigir e cafés apressados, instalou-se um discreto clima de conspiração literária. Havia perguntas insidiosas sobre pormenores de preferências de leitura, o que pôs muita gente a pensar se realmente têm preferências, ou se o gosto pela leitura é tão intenso, que é impossível seriar. Mas teve de ser. Resistiram, mas capitularam. Parecia mesmo quase como um serviço secreto, mas com menos códigos e mais livros.

O desafio consistia em elaborar postais com sugestões de leitura dirigidas a diferentes colegas. Cada postal incluía não apenas a indicação de um livro, mas também um pequeno texto justificativo, pensado para aquela pessoa em particular. E foi precisamente aí que a atividade ganhou significado: recomendar um livro é sempre algo muito particular e quase perigoso, se calhar até mais perigoso que a atração “Poço da Morte” numa qualquer feira em diferentes latitudes, contudo pensemos: justificar a escolha obriga-nos a olhar para o outro com atenção, memória e alguma sensibilidade literária… e humana, é ou não é?
Ao longo do processo, percebeu-se que escolher um livro para alguém é quase tão difícil como escolher uma série “só para ver um episódio”. Houve momentos de verdadeira investigação pedagógico-literária: recordar gostos, imaginar interesses, cruzar personalidades com personagens, estilos de escrita com estilos de vida. Em certos casos, foi provavelmente mais fácil elaborar critérios de avaliação do que decidir entre um romance histórico e um policial nórdico.
Depois de escritos, os postais foram colocados em envelopes identificados e expostos num painel na sala de professores, transformando aquele espaço num improvável “correio literário”. Aos poucos, cada colega ia retirando o seu envelope, descobrindo uma recomendação personalizada e percebendo que alguém tinha dedicado tempo a pensar numa leitura especialmente para si. Entre alguma curiosidade, sorrisos e comentários trocados pelos corredores, criou-se um momento de proximidade raro. Raro, porque o tempo escasseia para aproveitar momentos mais descontraídos.
Mais do que uma simples troca de sugestões de leitura, esta atividade promoveu partilha, conhecimento mútuo e valorização das relações humanas dentro da comunidade escolar. Os livros serviram de pretexto — excelente pretexto, aliás — para despertar curiosidade e lembrar que a leitura continua a ser uma das formas mais bonitas de encontro entre pessoas.
No final, ficou a certeza de que os livros têm uma extraordinária capacidade de circular: passam de mão em mão, de leitor em leitor, e, às vezes, até conseguem fazer algo quase milagroso — levar professores a parar alguns minutos para abrir correspondência com entusiasmo verdadeiro. E isso, convenhamos, já merece um capítulo próprio, ou até um livro ao estilo de Freida MacFadden.
Prof.ª Olga Correia